INFORMATIVO:

ENTREVISTA NA INTEGRA – DE FLÁVIO MELLO E HILDEBRANDO PAFUNDI NA TV SÃO MARCOS - PROGRAMA AUTORES E OBRAS: LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA - COMANDADO POR RICARDO IANACCE

MSN: prof_flaviomello@hotmail.com


foto de Adriano Ávila

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Canção do exílio


Ariadne e a pantera, de Johann Heinrich Dannecker

Por Flávio Mello

Como fere e faz barulho o bicho que se machucou, viu!
(Oswaldo Montenegro)

Ah... Anoitece,
E mesmo assim, mesmo diante ao teu enigma, compadeço,
Sei, da esfinge, ah e como eu sei...
Sei do labirinto, o percorri tanto, tanto, tanto mar.
Eu sei bem dos segredos, degredos, dos atos embrenhados,
Do cortinado alaranjado,
Do sol, dos homens que espiam ninfas do aparador.
Eu ouvi o silvo,
Eu ouvi o tiro de canhão,
Eu senti a agulha,
O peso de tua mão...
E mesmo assim, mesmo assim eu anoiteço,
Espero...
Ah como espero teu regresso.


Jean Auguste Dominique Ingres, Édipo e a Esfinge, 1805

domingo, 8 de novembro de 2009

NUM CORAÇÃO TÃO SOFRIDO


Izaias Ferreira de Melo


Hoje a noite, na solidão
do meu pobre coração,
sai a te procurar,
vaguei pelo universo
da poesia e do verso,
mas não pude te encontrar.

Procurei você nas ruas,
procurei você na lua,
porém, não pude te encontrar.
Procurei você no espaço
E em toda a constelação...
Procurei até nos planetas,
mas você não tava não!

E na esperança de vê-la
procurei em cada estrela,
mas você não tava lá.
Procurei você na terra
entre matas, rios e serras
e nas profundezas do mar.
E o tempo foi passando
eu sempre te procurando
não via o tempo passar.

Hoje velho e já cansado
de tanto ter caminhado,
tomei uma decisão –
Vou rasgar meu velho peito,
ver qual o defeito
que trago no coração!

E quando meu peito abri
foi ai que descobri
por que vivia a sofrer...
lá, no meu peito escondido,
num coração tão sofrido,
se escondia você.


foto do autor aos 21 anos, em meados de 1972


Mais um poema do meu Mestre, pai, amigo e agora amigo de letras, de pena... espero que gostem assim como eu gosto do trabalho poético dessa grande figura...

força na pena e luz no poema, sempre!

abraços de Flávio Mello

 
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